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Renovar, ou não renovar, eis a questão????

Depois de ir a Minas, e participar de uma reunião da Comissão Extraordinária de lá, me encontrei com alguns Deputados da Comissão Extraordinária Pró Ferrovias, de Minas Gerais, em Brasília para a Audiência Pública da Comissão de Viação e Transportes, no dia 03/07/2018. Lá aguardava a chegada do Dep. André Ceciliano, que acabou não indo, pois neste dia resolveu a situação dos policiais militares aprovados em concurso, mas que excederam para cursar e integrar a PMRJ.

Apesar do regime de recuperação fiscal era preciso resolver a situação deles e engrossar as forças de segurança do Rio. Então sozinho, e não sendo político tive uma participação limitada em tudo. Pela manhã estivemos na ANTT, onde durante o debate sobre a volta dos trens de passageiros, citei o compartilhamento em São Paulo, a partir daí eles admitiram a volta do trem de passageiros, legal, mas muito fácil......

Na saída da ANTT me pediram para procurar um Deputado Federal do Rio, para falar pelo Estado, mas o tempo era curto e ainda esperava pelo Deputado André Ceciliano, que no Rio tentava resolver logo o caso dos excedentes, para ir a Brasília, ainda naquele dia.

Veio a Audiência, ela começou com o relator da comissão e depois ANTT, e demais integrantes das negociações falaram e cada um exibiu um Power point, o último a falar pelas empresas transportadoras ferroviárias foi o Engenheiro Ticiano da ANTF, começo mostrando sua fala, pois nela ele afirma que nenhuma linha será devolvida, sem estudos para outro tipo de carga, se não encontrar, eles irão ver a possibilidade de trem de passageiro, e se mesmo assim não houver viabilidade ainda tentarão o trem turístico para depois sem qualquer viabilidade, ai sim a linha será desativada. Então eles aceitaram, claro que não, todos os estudos são deles, e isto coloca em xeque qualquer estudo de viabilidade para o trem de passageiros. E esquece da obrigação do Estado em ter o transporte social na sua mobilidade diária, de poder escolher e decidir de como haverá o deslocamento de pessoas. E tem mais, apesar do País precisar arrecadar, as operadoras ferroviárias querem a desoneração de sua folha, mais um a não contribuir, ajudando o governo em outubro a fazer a reforma da previdência, onde pagaremos mais por contribuição, e teremos de trabalhar mais tempo, sob alegação de prejuízo no sistema de arrecadação, enquanto os empresários lucram mais ficando com o imposto no seu bolso.

E mesmo se colocarem o trem de passageiro compartilhado com o trem de carga, na renovação, não haverá verba para a implantação do trem de passageiro.

Está muito fácil de novo, mas aí começou os discursos dos deputados, e nenhum deles aceitou todas as verbas irem para o Ferro Anel de São Paulo, se juntaram a Audiência deputados de Santa Catarina, Espirito Santo, e São Paulo, para reivindicar suas demandas.



No fim entrevistei novamente o Dep. João Leite, e ele conclama novamente a união dos Estados visando as negociações das renovações.

Mas depois disto é que a confusão se estabelece, primeiro uma série de reportagens falando do progresso e desenvolvimento que estas renovações vão trazer para o Brasil. Em Santa Catarina foi criada uma Comissão Extraordinária Pró Ferrovias, e depois de uma ameaça do governo do Pará, de ir à justiça, criou-se um fundo de 1 bilhão para atender as demandas ferroviárias de carga deste Estado. Então o governo do Espirito Santo, também ameaçou ir à justiça, quer dinheiro para atender suas necessidades, e aí, começam a surgir na mídia reportagens falando que o atual governo desiste de renovar agora. Quem é contra os atuais termos desta renovação deve se manter alerta, pois vivemos um vale tudo, para atender aos interesses das transportadoras de carga. A confusão está no ar, mas quem quer lutar pelo trem não pode baixar a guarda.

Hoje tudo parece se esclarecer, o Espirito Santo não conseguiu, na justiça, uma liminar para parar a renegociação, e quem quer parar tudo agora é o MPF, que quer todos os termos da renegociação bem definidos, todas as pendências resolvidas, antes de se assinar qualquer coisa, e a inclusão nos contratos, que outras transportadoras poderão usar os trilhos arrendados, com seus trens, e suas cargas ou passageiros. O Governo Federal, e os atuais arrendatários continuam querendo renovar já, do modo como está.

Obs.: Estou colocando em Documentos aqui os Power points que trouxe de Brasília, para quem quiser ler e baixar. O único que não veio é o da E. F. 118 que só foi publicado dois dias depois da Audiência, e é o ponto de discórdia com o governo do Espirito Santo. Mas infelizmente não será construída uma nova ferrovia, a atual será recuperada de seu abandono.

Carlos Senna Jr.
MTB 32447/RJ
carlossennajrjornalista@gmail.com

17/08/2018 01:20

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