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Como será o amanhã?

A dúvida ainda não saiu da cabeça, mas aquele sentimento de me sentir manipulado continua. Tenho observado, falado sempre que posso, e por mais integro que tento ser, no meio desde turbilhão de informações, e uma forçada rivalidade, entre esquerda e direita, acho que todos nós estamos sendo manipulados.

A esquerda aparece como defensora dos direitos das minorias, embora em seu histórico em outros países isso nunca aconteceu, assim como a direita usa sua mão de ferro para impor suas ideias.

A direita só funciona em países do primeiro mundo, o livre pensar só acontece onde existe oportunidades para todos, mas na maioria dos Países serve para ocultar as atrocidades de sistemas totalitários.

E todos os lados vivem falando em democracia.

No Brasil as oportunidades de crescimento sempre existiram, qualquer pessoa pode subir na vida, atingir altos patamares, mas aqueles que tem pressa em subir começaram a usar de subterfúgios com a corrupção, e em País onde a força está nas verdinhas, tudo degringola, e hoje o maior desafio é manter a unidade nacional para fazer com que encontremos um caminho a seguir, sem extremos, sem copiar sistemas de outros países, um caminho que a maioria queira, sem manipulações.

Como jornalista tenho contatos por todo o Brasil, e sou um eterno combatente da Fake News, e em uma madrugada recebo uma ligação de um de meus contatos, vem aí a intervenção na segurança no Estado do Rio. Nesta hora o meu lado profissional fala mais alto, tinha de divulgar provando que a notícia tinha chegado em primeira mão. Faço um pequeno texto e envio pelo WhatsApp para todos os meus contatos, a hora do envio aparece, e todos eles saberão que tive a notícia em primeira mão. Vinte minutos depois um contato me questiona sobre a veracidade da informação, enquanto dialogamos, ele me informa que a Globo acaba de dar a notícia em edição extraordinária. Logo depois um amigo dono de uma rádio me parabeniza pelo furo, e me pede um artigo completo, digo que vou demorar a escrever queria entender tudo melhor, ver os possíveis rumos que estas medidas vão nos levar. 

No dia seguinte dois amigos contestam o meu pequeno texto, para eles a reforma da previdência não acaba, ela se camufla para ser aprovada na calada da noite, e logo depois vem a confirmação, o Presidente confirma que assim que tiver os votos necessários ele suspende a intervenção, vota e depois volta com a intervenção, uma atitude que pode ser legal, porém é imoral, já que se usa a constituição não como o norte a se seguir, mas a bel prazer para manter o País como se quer, dentro de uma aparente normalidade legal. Retornei o contato com meus dois amigos, pedi desculpas pelo erro de avaliação, e solicitei que eles não parem com suas campanhas contra a reforma da previdência.

Tive de ir a Jacarepaguá e no caminho vi a polícia militar na entrada de uma favela dando uma dura em diversas pessoas, depois fui ao centro do Rio, e na volta para casa outra surpresa um engarrafamento monstro, se falava que diversas comunidades estavam protestando. O que pude ver foi a PM fazendo uma limpeza preventiva, levando o crime organizado a deixar o Estado.

Longe daqui vai parecer que desta vez eles botaram ordem na casa, uma grande jogada de marketing eleitoral, já que estamos às vésperas das eleições. São Paulo, Minas, e Espirito Santo já reclamaram em Brasília, porque crime organizado terá de mudar até as eleições, e eles são os vizinhos do Rio, o lugar mais rápido para uma mudança.

E apesar de viver com uma escalada de violência tão grande como a do Rio, não houve intervenção na segurança do Ceará. Lá centenas de pessoas continuarão a serem assassinadas, toda a semana.

Aqui a esquerda começa a falar que não houve tanta violência assim no carnaval, para justificar a intervenção, discordo, o número de assaltos no carnaval, foi bem acima do normal, mas reconheço que me pareceu muito estranho ver a invasão do aeroporto, por um bloco de carnaval sem uma justificativa, ou o saque a um supermercado onde só as cervejas são levadas, por um bando de camelôs, e a comida continuou nas prateleiras. Mas há muito tempo que o crime organizado manda mais no Estado do que o governo Pezão. A intervenção tem de ser em toda a calamidade administrativa que o Estado enfrenta, e o povo precisa urgentemente de um remédio jurídico para casos onde sua má escolha eleitoral o condene a falência.

Pesando tudo; para que a intervenção não tenha o mesmo fim que o envio de tropas, do ano passado, que caiu no descrédito total, a PM já está limpando as ruas. E a esquerda que não quer eleições agora, por motivos óbvios, a toda hora fala que não vai haver clima para eleições, quer dizer vem aí muita água passando por baixo da ponte.

Não basta dizer que Brasil você quer, é você quem faz o Brasil do futuro, porque quem vota e escolhe é você. Faça a sua parte escolha, e vote. 

Cabe ao eleitor manter a cabeça no lugar, preservar o foco, escutar mais do que falar, e escolher com sabedoria deputados, senadores, governador, e o Presidente. Não se deixe levar pelo momento, é você que vai mudar de verdade o Brasil. O futuro está escrito no seu voto.

Obs.: Estou publicando este artigo no site do MUSPE, apesar de não ser uma opinião do MUSPE, e sim minha, porque eu divulguei a notícia em primeira mão, e precisava passar a todos como aconteceu, e o que eu penso sobre a intervenção.

Carlos Senna Jr

MTB 32447/RJ

carlossennajrjornalista@gmail.com

23/02/2018 22:31

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