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19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Foi mais uma Bienal, mais uma oportunidade de se mostrar que o Rio também é um local para feiras, e eventos. Mas como sempre acontece o Rio, é uma cidade sem mobilidade, exposições que poderiam ficar marcadas na história, se perdem na dificuldade que o público tem de chegar ao Rio Centro.

Um projeto mal feito que foi construído somente para a Olimpíada, o BRT, não agrada, por sua natural deterioração, sem a devida manutenção, já que sua finalidade está cumprida, e mantendo a população restrita, ao movimento casa trabalho, sem poder sequer conhecer a cidade dita maravilhosa.

Um evento que mobiliza mais de um milhão de pessoas, os livros, visto por muitos, como algo obsoleto, ainda faz a alegria do povo, ainda é um ópio, por onde se viaja, sem sair do lugar. Infelizmente temos políticos que preferem que o povo viaje através de drogas, e não por imaginação, já que a leitura nos leva a criação, e a evolução.

Ir a Bienal é uma aventura, o certo era ter na Alvorada um ônibus confortável, que leve as pessoas ao Rio Centro. Como tem em qualquer feira na cidade de São Paulo. Mas no Rio para se chegar ao Rio Centro o único ônibus direto do Jardim Oceânico, teve de funcionar, em dias que ele não funciona, aos sábados, domingos e feriados. Em 2020 esta linha foi suprimida, quer dizer na Bienal de 2021 o sofrimento continua. Entre dois, a quatro BRTs, que se pega, pode-se levar até 3 horas para se chegar, mais 3 para voltar, em conduções lotadas, sem qualquer conforto, ir a um evento no Rio Centro é preciso gostar muito da Feira.

Por amor ao Livro

Gales banks, e as irmãs Bronté

O dono do tempo

Até que a morte nos ampare

Narizinho a menina mais querida do Brasil

A outra face

A filha do Reich

Quando a gente acontece

O Príncipe do domínio.

Perseguidos

Sob a luz da escuridão

Uma colheita de inverno

Admiráveis mulheres

O canto dos contos

A Bienal não foi normal, como vocês devem ter visto em algumas entrevistas, a interferência externa para retirar um livro, fez dobrar o número de pessoas na Feira. E obrigou, aquela linha direta entre o Jardim Oceânico, e o Recreio, a circular durante toda Bienal. Em 2021 vamos ver como fica a luta para se chegar na Bienal.

Carlos Senna Jr.

MTB 32447/RJ

carlossennajrjornalista@gmail.com

14/02/2020 15:21

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